03/06/2014

Operação policial termina com 24 presos em Teófilo Otoni

Vinte e quatro pessoas foram presas, na manhã desta terça-feira (3), durante a Operação Réquiem, que foi deflagrada em Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, com objetivo de cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão relativos, sobretudo, a crimes de homicídio e roubos ocorridos na cidade.

Doze dos presos são apontados como integrantes de quadrilhas do crime organizado e os outros nove são suspeitos de homicídios, assaltos e outros crimes violentos. Entre eles está o suposto autor do assassinato de um andarilho, que foi executado com requinte de crueldade, no final de 2013, em Teófilo Otoni, causando a comoção da população.
A Operação Réquiem, que resultou ainda na apreensão de diversas armas de fogo e de veículos, teve a participação de 90 policiais civis da Regional de Teófilo Otoni, 30 viaturas, uma aeronave e contou com o apoio da Superintendência de Investigação e Polícia Judiciária da Polícia Civil de Minas Gerais, sob o comando do superintendente Jeferson Botelho.
“Quadrilha do Ouro”
Um vasto trabalho investigativo, que durou 14 meses, antecedeu a operação policial, tendo como foco as regiões Norte e Sul de Teófilo Otoni. As apurações revelaram a participação dos presos, de forma predominante, com o tráfico de drogas, além de participação em roubos, homicídios, estelionato, associação para o tráfico e porte ilegal de armas.
O destaque ficou por conta da ligação de parte dos suspeitos com a denominada "Quadrilha do Ouro”, responsável por uma série de roubos de joias registrada na cidade. O grupo atacava as vítimas quando elas estavam em momentos de lazer, sobretudo em bares e restaurantes, usando violência e ameaças.
As joias subtraídas eram vendidas por estelionatários que tinham envolvimento também com a prática de fraudes contra instituições bancárias, seguradoras, lojas comerciais e principalmente contra pessoas idosas, ao se passarem por agentes do governo.
Ousadia
Durante as investigações, os policiais descobriram que os criminosos chegaram a realizar uma reunião para discutir formas de amedrontar testemunhas, policiais e até o promotor e o juiz, ocorrida durante uma audiência realizada no Fórum de Teófilo Otoni. A escolha do nome Operação Réquiem ocorreu neste contexto, em referência à composição de Mozart, cuja palavra de origem do latim significa que “tudo o que está oculto, aparecerá: nada ficará impune.”

Polícia Civil de Minas Gerais

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Postagem mais recente Postagem mais antiga Página inicial