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12/07/2016

Comunidade denuncia ameaça de mineradora no Vale do Jequitinhonha


Comunidade denuncia ameaça de mineradora no Vale do Jequitinhonha

Famílias que moram no Parque do Cariri, em Salto da Divisa, contam que empresa Grafitte quer retirada das pessoas para explorar minério no local.

Foto: arquivoComunidade denuncia ameaça de mineradora no Vale do Jequitinhonha
O parque é responsável pela preservação de espécies ameaçadas como o monocarvoeiro, maior primata das Américas.
Debater a situação das famílias da Comunidade de Cabeceira do Piabanha, no Parque  Cariri, em Salto da Divisa (Vale do Jequitinhonha), e também a preservação do referido parque. Esses são os objetivos de uma reunião que será promovida pela Comissão de Participação Popular da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), nesta terça-feira (12/7/16), no Teatro, às 14h30, em Belo Horizonte.

O Parque Cariri foi criado com o objetivo de preservar a Mata Atlântica. “No entanto, famílias da Comunidade de Cabeceira do Piabanha vem sofrendo constante ameaça da Mineradora Nacional Grafitte, que pretende explorar a área por ser rica em minério”, denuncia o deputado Jean Freire (PT).

Segundo o deputado, a mineradora deseja a retirada das pessoas que se abrigam na área do parque há mais de 60 anos.

Ele  contou que essas famílias denunciaram ainda que, nos últimos anos, a mineradora pesquisou a área, tirando amostra da terra em diversos lugares. “Foi quando os estudos revelaram que o local possui o minério Grafita, com alto teor de carbono”, afirmou.

A reserva do Parque Cariri foi criada em 2008. A unidade de conservação ocupa  áreas dos municípios de Salto da Divisa e Santa Maria do Salto e abriga remanescentes de mata atlântica onde vivem espécies ameaçadas de extinção como o monocarvoeiro, maior primata das Américas.


Convidados


 Foram convidados para a reunião o secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Jairo José Isaac;

o secretário de Estado de Desenvolvimento Agrário, Professor Neivaldo;

a defensora pública da Defensoria Especializada em Direitos Humanos, Coletivos e Socioambientais, Ana Cláudia da Silva Alexandre; e a coordenadora do Ministério Público do Estado de Minas Gerais - Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Defesa dos Direitos Humanos, Nivia Mônica da Silva.


Também receberam convite para participar da audiência a doutora em sociologia e coordenadora do Grupo de Estudos em Temáticas Ambientais – Gesta/UFMG, Andréa Luisa Zhouri;

o coordenador da Comissão Pastoral da Terra em Minas Gerais, Edivaldo Ferreira Lopes;

o representante dos Moradores da Cabeceira do Piabanha, Nivaldo Moraes Nascimento;

o gerente industrial da Empresa Nacional de Graffite Ltda, Virgilio Vita Martins;

a advogada das Brigadas Populares, Isabela de Andrade Pena Corby; e proprietário de fazenda Olinto Herculano Pimenta.

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