Em MG, 49% são contra privatização de serviços - FDV

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04/06/2018

Em MG, 49% são contra privatização de serviços

A qualidade dos serviços prestados pelo Estado sempre é questionada pelos brasileiros, e, próximo ao período eleitoral, ganha ainda mais força o debate sobre se determinadas atribuições que hoje são de responsabilidade do governo devem ou não ser transferidas para a iniciativa privada. A pesquisa Minas no Brasil de 2018, projeto desenvolvido pelo jornal O TEMPO, mostra que quase a metade do eleitorado mineiro é contra a privatização. 
O Grupo Mercadológica perguntou para a população se o governo deveria privatizar as empresas públicas. Segundo o levantamento, 49% dos entrevistados se posicionaram de forma contrária à privatização – destes, 24,4% afirmaram que o governo deveria controlar mais serviços, e 24,6% declararam que o cenário atual deve permanecer. Os dados do estudo ainda apontam que 42% dos participantes da pesquisa apoiam que o poder público entregue companhias para a iniciativa privada. Outros 9,1% não souberam responder a pergunta.
A privatização é endossada principalmente por homens (49,8%), pessoas com até 34 anos (52,5%) e pertencentes às classes A e B (56,9%), além de evangélicos (49,1%). A ideia é compartilhada por Rogério Meier, 62, que cita os escândalos de corrupção na Petrobras como argumento. “Acabaram com a Petrobras com tanta roubalheira. Privatizando, a gente não vai colocar na mão daqueles que têm interesse de beneficiar partidos políticos”, declarou. Já Míriam Silva, 29, é contra. Segundo ela, o dinheiro não vai para o povo. “A privatização vai contra a população. Dá na mesma do que existe atualmente”, acredita.

Os mineiros também disseram o que acreditam que a privatização ocasiona: para 39,2%, há uma melhora do que é ofertado atualmente para população. Tiveram esse entendimento, em especial, homens e pessoas das classes A e B. Já 24,8% dos entrevistados acreditam que não melhora nem piora, e 24,4% pensam que há piora nos serviços.
De outro lado, 37,2% da população de Minas Gerais afirmou que a privatização ocasiona o aumento da corrupção, contra 29,2% dos que avaliam que reduz. Outros 22,8% disseram que não acontece nenhum tipo de alteração.
A pesquisa aponta, ainda, que 47,8% dos mineiros sinalizaram que, com a entrada da iniciativa privada, há um aumento do custo do serviço para os brasileiros. Apenas o grupo de 19,7% acha que ocorreria uma redução de gastos, e a parcela de 19,1% declarou que o quadro não seria alterado.
A pesquisa Minas no Brasil de 2018 foi realizada entre os dias 15 e 19 de maio. Foram ouvidas 614 pessoas com mais de 18 anos em 45 municípios, em todas as regiões do Estado, por meio de entrevistas telefônicas. A margem de erro é de 3,9 pontos percentuais para mais ou para menos. O intervalo de confiança é de 95%. 

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