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Vales de Minas

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Queda fará Cruzeiro arrecadar menos de 1/3 do que foi previsto para a temporada

domingo, 8 de dezembro de 2019

/ Por Folha dos Vales
Uma das provas da desorganização financeira do Cruzeiro foi a previsão orçamentária feita pela diretoria do clube para a temporada 2019. O documento não chegou a ser divulgado, mas sabe-se que a expectativa era colocar no cofre R$ 90 milhões com premiações pela colocação final na Copa Libertadores, Copa do Brasil e do Campeonato Brasileiro. Até agora, o valor arrecadado é de R$ 28,4 milhões, pouco mais de 30% do previsto.
Neste domingo (8), o time de Adilson Batista entra em campo às 16h, para enfrentar o Palmeiras, pela última rodada do Brasileirão, com a missão de manter o Cruzeiro na Série A e também de diminuir esse rombo no orçamento.
A tarefa não é fácil. Além de vencer o Porco, no Gigante da Pampulha, a Raposa precisa contar com derrota do Ceará para o Botafogo, em partida que será disputada no mesmo horário, no Engenhão, no Rio de Janeiro.
Se alcançar este milagre, o Cruzeiro receberá R$ 11 milhões, valor previsto dos 30% da verba de TV que são distribuídos de acordo com a posição final, que é a premiação do 16º colocado do Brasileirão.
Expectativa x Realidade
A previsão de se arrecadar R$ 90 milhões com premiações feita pelo Cruzeiro para 2019, com certeza, foi baseada no desempenho do time no ano passado, quando foram arrecadados R$ 73,1 milhões, sendo quase R$ 60 milhões apenas com o título da Copa do Brasil.
Este ano havia a expectativa de que o time, então comandado por Mano Menezes, pudesse ter um desempenho ainda melhor, afinal de contas o grupo foi reforçado com a chegada de jogadores como Rodriguinho, Pedro Rocha, Marquinhos Gabriel, Orejuela e Dodô.
Depois de um início empolgante, quando ainda disputava o Campeonato Mineiro e a fase de grupos da Copa Libertadores, num cenário de um nível técnico mais baixo, o Cruzeiro caiu de produção antes mesmo de o programa Fantástico, da Rede Globo, apresentar uma série de denúncias contra a diretoria celeste em 26 de maio.
A crise financeira aumentou ao ganhar a companhia de uma política conturbada. As ações da diretoria de Wagner Pires de Sá entraram na mira do Ministério Público e das Polícias Civil e Federal. As eliminações nas semifinais da Copa do Brasil e nas oitavas da Libertadores não foram o pior, mas sim a péssima campanha no Campeonato Brasileiro, onde o clube entra na última rodada com quase 91% de chances de rebaixamento.
Por mais que o Cruzeiro tenha iniciado 2019 apontado por todos como um dos melhores times brasileiros e candidato aos títulos que disputaria, a alta previsão orçamentária com premiações está longe de ser uma tática responsável.
Agora, o clube briga pelo menos para chegar aos R$ 39,4 milhões arrecadados, o que acontecerá se evitar o rebaixamento. Os mais de R$ 50 milhões que deixarão de entrar no cofre, caso a Raposa permaneça na Série A, significam mais que quatro folhas salarias do futebol.
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