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Vales de Minas

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Empresas de TV por assinatura perdem mais de 1 milhão de clientes em um ano

sábado, 17 de outubro de 2020

/ Por Hiago

 

De acordo com a Anatel, a TV paga perde espaço para os serviços de streamings

As operadoras de TV a cabo, satélite e telecomunicações por assinatura devem esperar um dos piores anos para o corte de assinantes, de acordo com dados recentes da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Nem com o respiro experimentado pela quarentena e pelo isolamento social durante os primeiros meses da pandemia do coronavírus deu conta de segurar a queda livre de assinantes do setor.

Segundo a Anatel, mais de 1 milhão e 300 mil casas abandonaram suas assinaturas de TV por assinatura nos últimos 12 meses. Atualmente, apenas 15 milhões de residências têm pacotes de TV a cabo, satélite ou telecomunicações, uma queda de 8% no acumulado do período. Em 2014, o número total de assinantes chegou a bater 20 milhões.“Muitos consumidores estão optando por cortar o fio por causa dos preços altos, especialmente em comparação com as alternativas de streaming”, disse o analista do site Melhor Escolha, portal que compara planos de internet e TV por assinatura. “A perda de esportes ao vivo no primeiro semestre com a pandemia provavelmente contribuiu para novas quedas. Embora os esportes tenham voltado, as pessoas não vão voltar aos seus antigos planos de cabo ou satélite, pois os mesmos podem ser assinados pela internet”.

Um outro fator, que ganhou espaço nos últimos anos e que foi responsável por abocanhar uma boa parte da fatia que era dominada pela TV por assinatura, são os serviços e plataformas de streamings, que vive uma época de expansão - não só no âmbito nacional como no internacional também. A briga entre os canais de streaming e TV paga não é recente e já chegou até na justiça. No fim de 2018, a Claro TV denunciou a programadora de conteúdo Fox por oferecer, por meio do Fox+, seus canais diretamente aos clientes via internet banda larga. A disputa foi longa e a Fox até chegou a ficar suspensa de vender seus canais pela internet.

Mas, recentemente, a Anatel deu “vitória” a FOX e a todas as outras programadoras de conteúdo, quando deliberou que Ofertas de Conteúdo Audiovisual Programado via Internet por meio de Subscrição (sVOD) não se enquadram como Serviço de Acesso Condicionado (SeAC). Isso quer dizer que as ofertas de canais online não ao vivo, não devem se submeter à regulação da agência nem à Lei do Serviço de Acesso Condicionado (SeAC), que estabelece as obrigações para a TV por assinatura.

Com o sucesso da Netflix, acompanhado da queda no número de assinaturas de planos de TV e do preço mais em conta nos pacotes, as novas programadoras decidiram oferecer também seus serviços de maneira online. Para isso, é necessário que o consumidor tenha em casa um plano de internet banda larga. A Rede Globo reestruturou o seu serviço de streaming para entrar na concorrência de igual para igual. Durante a pandemia, a Globoplay dobrou o número de usuários em menos de um ano e tem hoje 2,5 vezes mais assinantes, que liberou em seu catálogo câmeras exclusivas do reality show Big Brother Brasil, novelas antigas na íntegra e, a partir do mês de outubro, 8 canais do Grupo Globosat no seu novo plano, incluindo a GloboNews, Canal Viva e Multishow.

A Claro também anunciou recentemente que lançará ainda este ano o Claro Box, seu próprio serviço de streaming pela internet. O serviço deve oferecer acesso ao NOW e canais abertos, além de aplicativos como Netflix, Premiere, conteúdo Telecine, HBO, todos com contratações a parte, obviamente. Como a oferta engloba canais aberto com programação ao vivo, o plano é classificado como um plano de TV por assinatura convencional, ou seja, submetido a toda carga tributária desse tipo de serviço que deve

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