AFOGAMENTO

Inquérito apura morte de bebê em banheira

Afogamentos estão entre as principais causas de mortes em acidentes domésticos

04/09/2019 14h08
Por: Redação
Fonte: Hoje em dia
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A Polícia Civil abriu um inquérito para investigar o caso do bebê de 1 ano e dois meses que morreu afogado em uma banheira, no bairro Buritis, região Oeste de Belo Horizonte. A corporação informou que o procedimento vai apurar se houve responsabilidade pelo afogamento. A babá, de 46 anos, que cuidava da criança, já foi ouvida e liberada.

A tragédia, que aconteceu na terça-feira (3), está sendo investigada pelo delegado Flávio Henrique Ferreira Grossi, da 4ª Delegacia do Barreiro. Ainda não há previsão de quando os pais, que ficaram em estado de choque após o acidente, serão ouvidos.

De acordo com a Polícia Militar, o bebê morreu quando foi tentar retirar o brinquedo de dentro de uma banheira, que estava com água do dia anterior. A criança chegou a passar por processo de ressuscitação, mas não resistiu.

Acidentes domésticos

Acidentes como esse, infelizmente, não são casos isolados. No Brasil, conforme dados do Sistema de Vigilância de Violência e Acidentes do Ministério da Saúde, a principal causa de morte em crianças até 9 anos são acidentes domésticos. 

Dentre a principais motivações estão afogamentos, quedas, queimaduras, intoxicações, entre outros. Esses acidentes podem ser prevenidos a partir de mudanças simples dentro e fora de casa.

Confira algumas dicas:

Afogamentos: Para bebês e crianças pequenas, até baldes, banheiras e vasos sanitários podem oferecer riscos. Um adulto deve sempre supervisionar as crianças e adolescentes onde houver água, mesmo que saibam nadar ou que os locais sejam considerados rasos. É primordial cercar piscinas em casas onde há crianças.

Baldes e bacias: o simples fato de deixar peças de molho em baldes ou bacias também oferece risco. Isso porque a criança está em fase de aprendizado e a curiosidade é natural. O ato de inclinar o corpo para ver o que tem dentro do recipiente já oferece risco. Por isso, o recomendável é que esses recipientes não fiquem ao alcance das crianças;

Piscinas: casas ou apartamentos que possuem piscina devem ser bloqueadas com portões ou cercas. Além disso, piscinas devem ser cobertas com lona de material resistente. O uso da piscina deve ser sempre com a supervisão de um adulto;

Garrafas reutilizadas: sabe aquela garrafa de refrigerante? Nada de usar ela para colocar produtos de limpeza. A criança o frasco a bebida ingerida por um familiar e, na curiosidade, faz o mesmo;

Remédios: a farmácia da casa deve estar acessível apenas aos adultos. Por isso, mantenha fora do alcance das crianças;

Brinquedos: Estejam atentos se todos são apropriados para a idade. O que não for, guarde e deixe fora do alcance da criança;

Gavetas: coloque travas em gavetas com objetos cortantes e outros que ofereçam risco. Isso vale, também, para objetos no quarto de estudo, como grampeador, clips, tampa de caneta e outros;

Tomadas: a criança é naturalmente curiosa. Por isso, todas tomadas devem ser bloqueadas com protetor, evitando, assim, que a criança coloque o dedo e receba descarga elétrica;

Queimaduras: Deve-se evitar cabo de panela voltado para fora do fogão, brincadeiras com álcool e fogo e também o uso de fogos de artifício;

Quedas: Não deixe cadeiras, camas e bancos perto de janelas; providencie antiderrapantes nos tapetes para evitar escorregões, entre outros.

 

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