Risco de surto

casos confirmados de sarampo em Minas atingem o maior número em 20 anos

Só a vacina protege as pessoas contra o sarampo, doença altamente contagiosa e capaz de matar

06/09/2019 17h28
Por: Redação
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O número de casos de sarampo em Minas é o maior em duas décadas. As últimas infecções autóctones – ocorridas no mesmo território – eram de 1999, quando nove pessoas contraíram o vírus. Com 13 doentes neste ano, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) não descarta o risco de surto da doença.

As notificações, que já deixam as autoridades em alerta, devem aumentar ainda mais. Sete registros em fase final de análise devem ser confirmados, de acordo com a própria pasta. Nas últimas duas semanas, foram nove diagnósticos só em Uberlândia, no Triângulo. Além disso, outros 138 exames, de pacientes com sintomas da enfermidade, estão sob investigação em 110 municípios.

Coordenador das Doenças e Agravos Transmissíveis da SES-MG, Gilmar Rodrigues afirma que o momento é “preocupante” e que os casos podem se multiplicar. “Há um risco alto de termos um bolsão de pessoas não vacinadas em determinados locais e isso pode provocar surtos”, explica. 

Apesar do temor, nenhuma medida emergencial foi anunciada até o momento. Rodrigues explica que o Estado tem trabalhado conforme as orientações do Ministério da Saúde, disponibilizando as doses em toda a rede pública e intensificando a divulgação da importância da imunização. 

“A cobertura vacinal não é a ideal para a população dos adultos jovens, de 30 a 49 anos, que ainda não tomaram nenhuma dose. Essas pessoas, mesmo não tendo certeza se foram vacinadas, devem procurar a unidade de saúde mais próxima”, ressalta o coordenador. 

Alerta
Em Belo Horizonte, depois que mais de 30 postos de atendimento foram temporariamente fechados nos últimos 15 dias, a atenção aos pacientes com suspeita de sarampo será redobrada. Quem afirma é a diretora de Promoção à Saúde e Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde, Lúcia Paixão.“Nosso interesse agora é que as unidades possam se organizar e detectar possíveis casos suspeitos. Assim, essas pessoas usarão máscaras e ficarão isoladas para evitar que os postos sejam fechados”, explica.

Ela relembra que as últimas notificações registradas na capital aconteceram em 1997. “Já os dois casos deste ano foram resolvidos e não houve evolução a partir deles. Mas continuamos monitorando. Com o aumento da doença em São Paulo, nosso risco também cresceu”, afirma Lúcia.

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