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Norte de Minas

Criminosos tentam resgatar quadrilha e mais dois são mortos no Norte de Minas

Seis criminosos foram mortos em operação policial em Padre Carvalho na quarta. Parte do grupo escapou. Especializada em ataques a bancos, quadrilha dispunha de forte armamento e preparo para resgatar presos em penitenciárias

27/09/2019 13h07
Por: Redação
Mais dois criminosos foram mortos no Norte de Minas Gerais, em uma troca de tiros com a Polícia Militar (PM). Desde quarta-feira, policiais de Minas e da Bahia cercam uma área de mata para onde fugiram os bandidos que planejavam atacar carros-fortes e caixas eletrônicos. No primeiro confronto, seis morreram baleados e quatro fugiram. O novo tiroteio, registrado na madrugada desta sexta-feira, envolveu homens que tentavam resgatar os que haviam escapado. 
 
A ação ocorreu na região da BR-251, perto da comunidade de Vale das Cancelas, no município de Grão Mogol, a 20 quilômetros de Padre Carvalho.
 
Em entrevista coletiva na manhã desta sexta-feira, o major Giovane Rodrigues de Oliveira, da 11ª Região da Polícia Militar, detalhou a ação. Segundo ele, quatro homens foram abordados em um Fiat Strada. Com a aproximação dos policiais, os ocupantes do carro atiraram contra a equipe, que revidou. Dois bandidos foram mortos e outros dois fugiram pelo mato. 
 
Os mortos são o motorista e um dos bandidos escondidos na mata, que participou do primeiro confronto. O veículo, que tem queixa de roubo, foi apreendido, junto a um AK-47. De fabricação russa, o fuzil é uma das armas mais letais do mundo, com capacidade para 600 tiros por minuto e alcance de 300 metros. Um revólver também foi localizado.
 
Conforme o militar, ainda não se sabe exatamente quantos integrantes do bando estão escondidos na área. No dia do confronto, quatro ou cinco fugiram, mas pode ser que outras pessoas estivessem no suporte aos criminosos. A caminhonete que tentava o resgate hoje saiu de Montes Claros. 
 
As buscas continuam na região com um grande efetivo policial e equipes especializadas em busca na mata. “Prevenimos vários crimes que aconteceriam na região. Tendo em vista a grande quantidade de explosivos que foi apreendida, a quadrilha estava preparada para atuar em explosão de caixas, carros-fortes e até resgate de presos”, disse o major Giovane.
 
A quadrilha especializada em ataques a caixas eletrônicos e a carros-fortes que foi desarticulada numa operação conjunta entre as polícias militares de Minas Gerais e da Bahia e a Polícia Federal, é vinculada a uma das mais violentas facções criminosas de Salvador, apurou o Estado de Minas. Na tarde de quarta-feira, seis componentes do bando foram mortos em confronto com as forças policiais na zona rural de Padre Carvalho. Dos mortos, dois são de Minas Gerais. Um deles é José Mendes de Sá, de 36 anos, ex-candidato a vereador em Padre Carvalho.
 
Ontem, em entrevista coletiva em Montes Claros, o porta-voz da Polícia Militar de Minas Gerais, major Flávio Santiago, apresentou o forte armamento, farta munição e outros materiais que foram aprendidos em poder dos criminosos. Além de três fuzis 556, três fuzis 762, uma espingarda calibre 12 e três pistolas 9mm, houve apreensão de cerca de 300 quilos de explosivos. Um detalhe que chama atenção – e que mostra a satisfação da quadrilha –  é que vários explosivos estavam adaptados com ímã, para ser usados, de maneira mais rápida, em detonação em carros-fortes.

Os criminosos foram monitorados pelo serviço de inteligência. Segundo o major Flávio Santiago, os tentáculos do bando no Norte de Minas foram descobertos no início desta semana, quando foi desencadeada a operação conjunta. Na tarde de terça-feira, após a identificação de suspeitos, ocupantes de um carro Renault, atrás de um carro-forte na BR 251, as forças policiais descobriram o “QG” do grupo em uma casa em um sítio, distante quatro quilômetros da rodovia, no município de Padre Carvalho. Ao se aproximarem da casa, os policiais foram recebidos a tiros com armas de grosso calibre. Eles responderam e seis bandidos foram mortos. O restante do bando fugiu pelo mato. Nenhum policial ficou ferido. “Não permitiremos que no estado de Minas Gerais qualquer tipo de criminalidade se estabeleça”, afirmou o major Flávio Santiago.

Ele também informou que a quadrilha desarticulada tinha capacidade para o resgate de presos em penitenciárias, com ramificações na Bahia, Minas e Goiás.  
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